Mesmo longe, você continua com a incrível capacidade de me deixar em alfa, submersa em meus sonhos e ilusões. Porém, quando volto para a realidade acabo sendo afogada por minhas próprias lágrimas. Penso então que você está feliz, muito feliz. E isso é tudo que me serve de consolo.
Já passa das 3 horas da manhã. Começo a me revirar pela cama, sem saber o que fazer. A insônia é forte e travo uma batalha com os lençois que antes tapavam nossos corpos nesta mesma cama. Ando pela casa com os cabelos bagunçados, como um zumbi. Paciência.
O tempo parece não passar e eu preciso de você aqui. Estou começando a me arrepender de não ter te ligado antes, agora você já deve estar dormindo (com a outra).
Por falar em arrependimento, você não faz ideia de como eu me arrependo de não ter passado mais tempo com você, de não ter aproveitado mais você. Agora é tarde, nada do que eu disser irá mudar alguma coisa. Mudar alguma coisa entre nós, porque para mim, abrir meu coração e te dizer tudo que eu realmente gostaria talvez me deixasse muito mais aliviada.
Espere só um minuto, o telefone está tocando...
Uma voz semelhante a sua sussurra: "Por você eu resistiria a todo inferno, apenas para segurar suas mãos novamente." Então, saio correndo pelo apartamento em meio aos prantos, procuro minha caixa de recordações. Abro a mesma e encontro nossas fotos.
Fotos de momentos marcantes, inesquecíveis e tudo volta em minha mente, como um filme. Não consigo negar que eu ainda te vejo nas esquinas do meu caminho de volta do trabalho para casa. E inevitavelmente, eu saio correndo para verificar e me desespero quando percebo que isso não passou de uma ilusão minha.
Ilusão essa que se deve ao efeito alucinógeno que você causa em mim, mas só percebo isso depois de te perder. Sou uma dependente dos teus carinhos, como um drogado precisa da droga, eu necessito de você.

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