quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Acre existe.

     Hoje resolvi defender um estado que quase sempre não é lembrado, ou melhor, ele é esquecido (mesmo!) por quase todo povo brasileiro: o Acre.
     Tudo bem que eu não conheço pessoalmente, nunca falei e nunca ouvi falar de nenhum acriano. Ora pois, eles existem. São magros, estampam em sua imagem a fome, como a Marina candidata a presidência no primeiro turno.
     Hoje no ônibus, eu e meus amigos estávamos comentando sobre o ENEM, que será realizado nesse final de semana, e também sobre alguns vestibulares. Foi só pensar um pouco e percebemos que nunca ouvimos falar de uma universidade do Acre. Aí, então, procuramos em um livro de química do terceiro ano e descobrimos que existe também uma universidade. Resolvi pesquisar...
     O ensino fundamental contava em 2008 com 1.593 escolas, com o corpo docente de 7.476 professores e 164.043 alunos matriculados. Contava o ensino médio com 111 escolas, 1.594 professores e 33.113 matrículas. O ensino infantil calculava 275 pré-escolas, 1.052 professores e 22.104 alunos. O ensino superior era ministrado em 2007, em 9 estabelecimentos, com 17.840 alunos matriculados. Em 2008, a taxa de analfabetismo no estado é de 13%, uma das mais equilibradas do Brasil. Da população, 36,2% dos acreanos são analfabetos funcionais. As principais universidades do Acre são: Instituto Federal do Acre, Universidade Federal do Acre, União Educacional do Norte e Instituição de Ensino Superior do Acre. (Fonte: Wikipédia).
     Por serem tão excluídos assim do nosso dia-a-dia, não damos a devida importância a esse Estado. Ele é o maior produtor de borrachas do país, é também passagem de drogas pelas fronteiras do Brasil com a Bolívia e Peru.
     Outra coisa que deve ser falado merecidamente, é a cultura tradicionalista da região. O autor da célebre frase "Meu nome é Enéas!" é o falecido político acriano mais famoso e lembrado até os dias de hoje. Logo atrás, vem Glória Perez, novelista da Rede Globo.
     Realmente, o Acre existe!

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