sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

À procura da felicidade.


     A felicidade não existe. De fato, ela não existe e eu posso provar.
     Desde o nosso nascimento estamos destinados à procura da felicidade. Esse caminho é longo e a luta é angustiante e por vezes, decepcionante. Desde o primeiro minuto de vida até o último suspiro estamos nessa constante busca pela felicidade.
     Sentimentos como emoção, prazer, alegria, euforia e muitos outros misturados podem dar a impressão de felicidade. Na verdade, o que temos são momentos felizes.
    Momentos felizes são aqueles segundos fracionários em que conseguimos atingir o máximo desses sentimentos, como por exemplo, o nosso próprio parto. Se você perguntar a sua mãe o que ela sentiu neste momento, há grande chance dela responder "felicidade", o que é errado.
    Precisamos de momentos felizes, é como ganhar batalhas em uma guerra. O nascimento, a primeira palavra, o primeiro passo, o primeiro beijo, a primeira festa, o primeiro emprego, o primeiro porre, a primeira transa, esses são os exemplos mais marcantes que se destaca em nossa vida como momentos felizes. São esses momentos que nos impulsionam a continuar na interminável busca pela felicidade.
       O que você quer ser no futuro? Ser feliz. Essa seria a resposta correta.
     Quando uma pessoa descobre a felicidade, ela morre. Sempre ouço nos hospitais, velórios e enterros uma frase que me dá medo: "Agora que estava feliz tinha que partir". E, então, eu fico decepcionantemente irritada com a vida e com a felicidade. Passamos anos, décadas, buscando essa tal de felicidade e quando encontramos, chega a nossa hora de partir.
      O princípio de que as perguntas, a curiosidade move o mundo é verdadeiro. Porém, o princípio de que vivemos para alcançar, um dia, a felicidade é imbatível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário