quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O planeta pede socorro.

     Cada vez mais é comum escutarmos as pessoas reclamando de tudo: das pessoas, do calor, do frio, da chuva, da seca. Ninguém nunca está contente com nada. Da mesma forma, não tomam atitude nenhuma para que isso mude.
     Ligamos a televisão e tudo que aparece são essas tragédias (catástrofes ou fenômenos naturais) e os seus estragos: mortes, prejuízos, doenças...
     Estamos vivendo um momento infeliz em nosso país, para não precisar citar outros acontecimentos pelo mundo. A seca e o calor insuportável no Sul, as enchentes e deslizamentos de terra no Sudeste, principalmente na região serrana do Rio.
     Se realmente analisarmos os últimos dez anos [chutando alto] e a nível mundial, vamos notar facilmente que a natureza vem promovendo uma sequência de acontecimentos desagradáveis.
  • 2001, 13 de janeiro - Terremoto de 7,6 graus na escala Richter, em El Salvador;
  • 2002, 01 de janeiro - Deslizamentos em Angra dos Reis;
  • 2003, 26 de dezembro - Terremoto no Irã; 
  • 2004, 26 de dezembro - Tsunamis;
  • 2005, 29 de agosto - passagem do furacão Katrina;
  • 2006, [nada de avassalador, que eu lembre no momento]
  • 2007, 09 de dezembro - Terremoto de 4.9 graus na escala Richter, primeira morte por terremoto no Brasil;
  • 2008, 23 à 20 de novembro - Enchentes e deslizamentos em SC;
  • 2009, 08 de janeiro - Terremoto na Costa Rica;
  • 2010, 12 de janeiro - Terremoto no Haiti;
  • 2011, 15 de janeiro - Enchentes e deslizamentos no RJ.
     Segundo dados de um levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas), entre os anos de 2000-2010 mais de 1,2 mil pessoas foram mortas apenas pelas enchentes no Brasil. E os números alarmantes não param por aí... Nessa década, mais de 7,5 milhões de pessoas foram atingidas por desastres.
     Uma pessoa com seu meio século de vivência provavelmente irá dizer que isso sempre ocorreu, que agora vivemos esse caos devido a velocidade da informação. Talvez seja também isso, mas ela vai falar isso porque ao logo desses cinquenta anos já viu muita coisa. Porém, uma coisa que não pode passar despercebida é que a frequência dessas catástrofes aumentou, assim como a intensidade.
     O filme "2012", um dos campeões de bilheteria dos últimos tempos, retratou o fim do mundo, tal qual vem acontecendo. Muitas pessoas sairam das salas de cinemas apavoradas com o que viram, mas está sendo a nossa realidade.
     Se nesse ano de 2011, a Terra está com a superpopulação de quase 7 BILHÕES DE HABITANTES e sofre de maneira ininterrupta, não passa pela minha cabeça (nem se quer imaginar) um futuro além de 2012. O que serão das próximas gerações? [Melhor não entrarmos no assunto das gerações atuais e futuras, senão teremos a convicção do fim do mundo.]
     É refletindo sobre isso e várias outras coisas, que eu chego a conclusão de que toda essa ideia de consumismo e capitalismo não nos leva a nada. Pensamos tanto em dinheiro e conforto que esquecemos o verdadeiro valor da vida, da natureza. E assim, acabamos destruindo-a. Agora ela grita e suplica pedindo por socorro, mas a questão é: Quem irá se salvar?

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