Quinta-feira, 7 de abril de 2011 - Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro-RJ.
São 8 horas 20 minutos de mais um dia que parecia tranquilo, mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos da escola.
Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, cumprimenta uma professora e passa pela portaria dizendo que vai dar uma palestra aos alunos.
Entra na sala de aula, coloca a bolsa em cima da mesa do professor, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na história do país. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos. Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano, antiga 7ª série.
Em uma dessas turmas estudavam duas irmãs, Bianca e Brenda, gêmeas de 13 anos, ambas foram baleadas. Brenda está hospitalizada e já passou por cirurgia, mas Bianca morreu. Morreu salvando a amiga.
Quando Wellington invadiu sua sala de aula, ela se pôs na frente da amiga para protegê-la. Após ser baleada, a amiga que estava atrás dela (com respingos do sangue da amiga) fingiu estar morta e assim conseguiu se salvar. Um ato de coragem, de amizade e de heroismo.
A pergunta que fica para nós refletirmos é: você faria a mesma coisa por seu amigo? Será que seus amigos fariam o mesmo por você?
As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que recarregava com a munição os dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.
Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.
Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de 'brincadeiras' humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.
Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de 'brincadeiras' humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.
Uma carta encontrada dentro da bolsa do assassino tentando explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.
Na carta, o jovem ainda pede que todos orem por ele. TÁ, NÉ.
Francielem Carol, parabéns, seu blog está muito bonito.
ResponderExcluirobrigada, tentei transcrever a minha dor, que embora nem possa se comparar com a dor dos familiares destas crianças.
ResponderExcluirIsso é verdade Francielem, e pensar que pesssoas que reclamam da vida, e a vida dessas pessoas é com certeza melhor que os familiares das crianças que sofreram o massacre.
ResponderExcluirpois é :( isso me deixa ainda mais triste.
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