sexta-feira, 3 de junho de 2011

No meu ouvido.

     A chuva e o vento batem forte na janela, todas as luzes já estão apagadas e vejo apenas a sombra dos sofás. É exatamente com esse vazio e apenas o som de uma grande tempestade lá fora que eu penso em você. Não que eu precise de clima e hora certa pra lembrar, mas agora, agora eu estou totalmente focada em você. Quase posso vê-lo deitado no sofá, ou rindo na cozinha e ao fechar os olhos quase sinto sua presença, tenho a sensação de sentir suas mãos na minha cintura e seu rosto encostado nos meus ombros.
     Se eu soubesse que me ouviria agora, eu diria - bem colado ao teu ouvido - que te quero tanto quanto dormir e acordar contigo, como te amo e como esse afeto cresce tanto aqui dentro que quase me sufoca, me deixando um pouco insana a ponto de não querer dividir com ninguém. Quero ter nas mãos a certeza de tudo e se pudesse te colocaria no seguro.
     Devaneios que crio com frases soltas. Fantasias que invento pra me confortar ou me perturbar. Sinto tudo e tanto ao mesmo tempo que fico deslumbrada e zonza com tanto amor. E ao entrar no quarto e deitar, eu vou sonhar que ouvi sua voz, no meu ouvido, dizendo:


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