segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Eu aprendi.


     Eu aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto; que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las; que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
     Eu aprendi que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando; que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo que cortamos de nosso caminho.
     Eu aprendi que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser e devo ter paciência; que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei; que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele.
     Eu aprendi que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem; que perdoar exige muita prática; que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
     Eu aprendi que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar minha vida.
     Eu aprendi que eu posso ficar furioso, tendo o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
     Eu aprendi que a palavra “amor” perde o sentido, quando usada sem critério; que certas pessoas vão embora de qualquer maneira; que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito.
William Shakespeare

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